quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

SANTO E FELIZ NATAL

Camarigos de Madina Mandinga, hoje mais do que em outros dias em que as saudades dos que já náo estão no nosso seio mais sentimos, vamos recordar as coisas boas e bonitas que vivemos juntos. 
Este Natal fazemos votos para que a saúde, a paz e o amor sejam abençoados por Deus e que reine nas nossas familias.
Amigos, um Feliz Natal.

terça-feira, 2 de junho de 2020

IN MEMORIA

José Luís Borges Rodrigues
10 - 01 - 1948  *** 30 -  05 - 2019
1º ANIVERSÁRIO 
Em tempo de Pentecostes, o Espírito de Deus sopra sobre toda a Orbe e renova tudo em todas as coisas.
A Igreja veste-se de vermelho, tom festivo para celebrar o Pneuma de Deus na alegria de um novo tempo, mesmo, estando as portas fechadas e trancadas com ferrolhos de segurança, como cita o Evangelho de S. João, 15,26-27:16,12-15.
Em tempo de pandemia, em que a humanidade fez silêncio de Deus, hoje a Igreja faz, “ memóriada missão do Espírito Santo Paráclito, que infunde no homem a possibilidade de compreender e melhorar os ensinamentos, para que as relações humanas e sociais se pacifiquem no Teologal da fé, do amor e da caridade, na Esperança de novas coisas e soluções de vida.
Neste tempo ainda tão deprimido, sobressai a lembrança memorial do 1º aniversário de alguém, que para todos nós, os amigos de “Os Leões de Madina Mandinga”, são, e continuam a marcar a saudade da amizade de homens que falavam e falam a mesma linguagem, pensamento, espírito de vida, de partilha em sentido comum e de entreajuda social.

Quando há amizade, a morte não consegue separar totalmente as pessoas, e quem parte continua vivendo na memória de quem fica, é o caso justificado do memorial que hoje também recordamos com devido apreço.
Quem já partiu, merece que celebremos seu aniversário e a importância que teve na vida de muitos amigos e não só.
O Capitão, José Luís Borges Rodrigues, tinha no seu ADN a força do Espírito Santo, porque percebia a razão das coisas, as dificuldades de cada homem ao seu cuidado, nunca transportando nem desfazendo responsabilidades que sobre ele estavam incutidas.
Na qualidade de comandante em missão bélica, o seu trato humano, não tinha nem usava de diferenças, facto visível aos olhos humanos, mas, actuava sempre na melhor atitude e segurança de vida daqueles que estavam à sua inteira responsabilidade.
Recordar o abraço de sentido pesar, é sempre mais a saudade que ficou, e este, é um momento também triste e difícil, quando a família dos Madina Mandinga recordam a perda de um ente muito querido e amigo.
As palavras, são sempre curtas e difíceis, mas o tempo, esse trará para além da eterna saudade, a lembrança do sofrimento humano, quando impedido de realizar novas coisas e projectos de vida.
Hoje e agora, dentro da pandemia que também nos acompanha (ou) durante três meses, faz surgir um tempo novo de vivências, e por isso, erguer a cabeça e seguir em frente, é a coragem corrente de novos acontecimentos, desafios e projectos que irão surgir, e que ajudarão a limpar a nuvem cinzenta que recentemente nos feriu fazendo perecer muitos amigos.
A dor e o luto, não nos tira do olhar e do pensamento, a luz da esperança, porque as lindas memórias que ele Zé Luís, deixou no nosso seio familiar, militar e cívico, são o contínuo sol que se levanta para em cada manhã e momento, fazer nascer um novo dia em nossas vidas.
No coração florido, fica a Saudade, porque a saudade é não saber, o que fazer com os dias que se tornam longos.
É não saber, como encontrar tarefas que cessem o pensamento, e como frear as lágrimas diante de uma música que se escuta, trazendo à memória os bons  momentos da vida e das amizades, que ao longo dos tempos se criou, e ainda, é não saber, como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Os que partem antes de nós, concluíram a sua tarefa e estão livres dos tormentos da vida terrena mas, como nos amaram, continuam ligados a nós não só pelo pensamento, mas também pelo sentimento, pela afeição, que nos dedicaram.
Eles vivem, e esperam-nos para o reencontro, mesmo sabendo, que um dia a vida acaba, ninguém está preparado, para perder alguém de quem amamos.
A saudade, eterniza a presença de quem se foi.
Com o tempo, essa dor aquieta-se, e transforma-se em silêncio que espera pelos braços da vida de um dia reencontrar.
Não há adeus mais difícil do que aquele, que sabemos que é para sempre.
Vistamos ainda o luto eterno, pois a sua partida deixou-nos uma saudade e um vazio infinitos em nossas vidas.
Quem partiu, segue vivendo na nossa saudade, e com muito carinho na nossa memória.
O capitão Zé Luís Rodrigues, partiu, e a saudade ficou para nos lembrar, que as memórias e as amizades, a morte não conseguem roubar, porque a saudade com o tempo, deixa de doer e vira a eternidade.
A saudade da alma é eterna, porque nada é para sempre, mas a saudade é eterna, é a ponte que liga ao passado, o presente e o futuro, eternizando sentimentos, porque a saudade é o sentimento que tem o poder de eternizar pessoas dentro de nós! “Enquanto existir lembrança, a saudade é eterna.”
A amizade, é a mais valorosa das conquistas, pois entre tantas vitórias, Deus presenteou-nos com a dádiva de nos fazer e tornar conhecidos, e desse encontro temporal, fez-se um elo de respeito, fidelidade e lealdade.
Não são as coisas bonitas que marcam as nossas vidas, mas sim, as pessoas que têm o dom de jamais serem esquecidas porque a amizade gera afeição, compromisso de vida nas grandes dificuldades de momentos difíceis em tempos passados e inesquecíveis.
Depois de algum tempo, aprende-se que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que o temos na vida, mas quem temos na vida.
Aprendi, que o tempo cura, a mágoa passa, a decepção não mata, o hoje, é o reflexo de ontem, e os verdadeiros amigos permanecem, enquanto os falsos, vão embora, graças a Deus.
Hoje, o Lamento recai de novo no pensamento do 1º. aniversário que a muitos de nós marcou um peso em encontrar conforto na sua memória, porque a saudade traz conforto quando na vida diária, lembramos a importância e a falta, na perda do grande amigo, Zé Luís Borges Rodrigues.
Que neste tempo de Pentecostes, ele repouse na tranquilidade do sono da Paz eterna de Deus Pai.
José Graça Gaipo
Ponta Delgada- 28-Maio 2020

sábado, 30 de maio de 2020

SAUDADE

Foi há um ano que partiu o nosso capitão Zé Luís. 
Há um ano em que somos e nos sentimos órfãos do homem que mais nos uniu e que fez a nossa família, Os Leões de Madina Mandinga. 
As saudades são muitas, mas hoje ainda as sentimos mais pois, assim sendo, sei que mais estará nos nossos pensamentos e nas nossas orações. E em nome da nossa família peço a Deus que lhe dê o Eterno descanso e que a luz perpétua brilhe sobre ele na companhia dos Seus eleitos.

DITOSOS OS DIGNOS DE MEMÓRIA

Eternas saudades do seu pessoal e
do seu Fur.Mil Monteiro o ( Manhiça )

quinta-feira, 9 de abril de 2020

FELIZ PÁSCOA 2020

ALELUIA
Olá Camarigos de Madina Mandinga, para mitigar este desconforto deste isolamento que nos confina ao conforto das nossas casas, venho desejar a todos os Camarigos uma Santa e Feliz Páscoa, esperando que esta pandemia passe depressa e que em toda a família de Madina não tenha consequenciais graves,
Nesta quadra em que celebramos a RESSURREIÇÃO, temos de pensar além das nossas casas e saber que a vida seria mais vida se a vivêssemos em conjunto e convívio, mas vamos viver com alegria, pois ela é maravilhosa.
A força da alegria, mesmo no infortúnio na sua existência ela excede tudo o que possamos imaginar.
Camarigos, um forte abraço e votos de uma Santa Páscoa para  todos vós e vossas famílias.
Monteiro, ( Manhiça )

sábado, 11 de janeiro de 2020

Aniversário Natalício do Capitão

O aniversário do Capitão Zé Luís foi ontem, dia 10 de Janeiro. 
Faria 72 anos.
Amigos de Madina Mandinga e Camarigos, confesso que ainda hoje é com dificuldade que relembro os vários aniversários que comemoramos todos juntos e todos os momentos bons que tivemos. Assim sendo, o grupo que consta da foto, mais um ano se reuniu para, desta vez sem o aniversariante fisicamente mas presente espiritualmente como em anos anteriores, foi em Santarém terras do Régulo de Dara o terrível Joaquim Oliveira, o velhinho de Madina.
Fizemos um brinde, com um tinto de boa cepa e melhor colheita, pela alma do Zé Luís e pedindo a Deus que lhe dê o eterno descanso, lembrando que o tempo vai e só não levará o que a nossa mente guarda, e aí vamos lembrar o sorriso e a amizade do Cap. Zé Luís, até porque já uns "cotas" estamos naquele estágio da vida em que vivemos mais de recordações do que de ilusões.
Pela alma do Capitão Zé Luis um grande RIP "requiescat in pace" DESCANSE EM PAZ.
Pelos amigos de Madina.
Monteiro ( Manhiça )

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

BOM ANO 2020

FELIZ ANO 2020
Tal como os raios de sol que iam emanar deste sol que estava a nascer e que iriam aquecer todo o nosso mundo, espero e desejo que todas as energias positivas que irão surgir com a entrada do novo ano ( 2020 ), elas entrem nos vossos lares e nos vossos corações.
Quero e desejo que todos os meus amigos vivam o presente com alegrias sem esquecer ou lamentar o passado e,acima de tudo, não tenham medo de olhar o Futuro com esperança.
Feliz Ano 2020
Manuel Monteiro

domingo, 22 de dezembro de 2019

FELIZ E SANTO NATAL

Feliz Natal Camarigos e irmãos que  a alegria invada a tua casa e o teu coração neste Natal. Espero que sejas feliz, pois eu sou feliz por vos conhecer, fazer parte de vós e acima de tudo fazer parte da grande família que é a 1ª Cart/Bart 6523 Madina Mandinga.
Camarigos, além de ter um pensamento e um momento de recolhimento por todos os amigos que já partiram, vamos tentar dividir um pouco do que temos sem olhar a quem. Sejam felizes.
Feliz e Santo Natal
Monteiro Fur,Mil, ( Manhiça )

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Camarigos de Madina Mandinga

Depois de uns meses de luto pelo falecimento, tão repentino e inesperado, do nosso capitão Zé Luís, mais uma vez a "chicalhada" se reuniu no local habitual - Santarém.
Desta feita disseram presente os seguintes elementos de Madina: O " velhinho / avô Idalino, que esteve em Madina nos anos de 69 a 71. Também o Régulo de Dara o ex. Fur.Mil Oliveira, que esteve por terras de Madina e Dara nos anos de 71 a 73 e pela parte dos "periquitos" os seguintes elementos: Batista, Madrugo, Rafael, Costa, o Monteiro e o amigo de Madina, o Zé.
Foi um encontro, (é para continuar) com o respectivo almoço que era um manjar dos deuses que, com a perda irreparável do nosso capitão, não podíamos deixar de o fazer, pois melhor homenagem não lhe poderíamos fazer e, como sempre , seja qual for o tema das conversas entre velhos amigos e combatentes, lá falamos de coisas boas e também más por que passamos por terras de Madina Mandinga, em datas que abrangeram os anos de 69 a 74.
Camarigos, está agendado mais um encontro desta malta que a guerra tornou amigos e irmãos. Um bem hajam e fiquem bem.
Monteiro, ex FurMil da 1ª Cart Bart 6523 em Madina Mandinga.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Encontro 2019

Caros Camarigos de Madina Mandinga.
Venho lembrar que o nosso convívio deste ano, se realiza no próximo dia 22, deste mês de Junho e que será em Avintes - V.N.Gaia. 
Se por qualquer motivo ainda não te inscreveste, não há problema, aparece e serás bem recebido.
Monteiro.

sábado, 15 de junho de 2019

Biografia - José Luís Borges Rodrigues

IN MEMORIA –
 QUEM FOI ?!.....
José Luís Borges Rodrigues
Nasceu em 10 de Janeiro de 1948, na maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.
Filho primogénito de Luís Emílio Rodrigues e de Ema Borges Rodrigues.
Seus pais, oriundos do concelho de Caminha, Vila Praia de Âncora, Norte de Portugal, vieram residir em Lisboa, na Av. Manuel da Maia - Lisboa.
Seu pai, constituiu-se empresário das fábricas de iogurtes - Veneza e Bom Dia, com sede na Rua de Poços Negros, em Lisboa.
Na sua infância, José Luís Borges Rodrigues, frequentou o Colégio S. João Deus, em Lisboa, onde fez todo o seu percurso escolar como aluno distinto, até ao ingresso em engenharia no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
Ingressou, no ensino universitário, do Instituto Superior Técnico, na área de engenharia Química e Laboratório, curso este, que ao 3º. ano teve de interromper por motivos imperiosos, para o cumprimento de serviço militar obrigatório, no período de 1971 a 1974.
Na sua vida militar obrigatória, iniciou a recruta em Mafra, e dada a alta classificação militar obtida, foi para Luanda, Angola, onde realizou estágio militar.
Após a sua graduação de, Alferes para Tenente Miliciano, foi colocado em Penafiel – Quartel de Artilharia 5 - aquando da formação de batalhão de artilharia e com destino à província da Guiné.
Depois de graduado na patente de capitão miliciano para comandar a 1ª. companhia do BART 6523, (Batalhão de Artilharia), embarcou com as suas tropas em Lisboa, no Navio Paquete -  Niassa, na data de 6 de Julho de 1973.
Com a queda do regime, no 25 de Abril, regressou da Guiné em finais de Setembro, depois de concluídas todas as formalidades obrigatórias e exigíveis e relativas às suas responsabilidades militares (liquidatária).
Na passagem à sua vida civil, trabalhou na Fábrica iogurte Veneza, empresa familiar, tendo à sua responsabilidade a área de laboratório e análises de produtos lácteos, bem como toda a parte administrativa, e a responsabilidade de mercado comercial e comunicação empresarial.
Com as crises pós 25 de Abril, as empresas começaram a ser ameaçadas pelos trabalhadores na relação de empregados e patrões, e que o bom senso, obrigou a novas alterações estatutárias na constituição de nova empresa e sociedade, que mais tarde, e após uma boa avaliação, foi na sua agregação a outra congénere, vendida.
Conhecida a eficiente relação empresarial e comercial, José Luís, foi então convidado por empresas de frio e de renome em Portugal, sendo destacado como principal responsável, sendo-lhe atribuída residência própria e efectiva, em Santarém, empresa da qual serviu bons anos, e se aposentou aos 65 anos de idade.
Gozava da sua aposentação, residindo em Santarém até à data do seu falecimento, ocorrido em 30 de Maio de 2019, com a idade de 71 anos.
Foi casado e teve filhos, entre os quais o Filipe e o Bernardo Rodrigues.
Na sua vida cívica e social, com facilidade fazia amizades, independentemente dos graus ou níveis sociais ou culturais, procurando sempre ajudar os outros na resolução de problemas e dificuldades.
No cumprimento do serviço militar, na Guiné, o seu lema e ideal, era o compromisso de trazer todos os seus homens de regresso, e entregá-los sãos e salvos às suas famílias.
Era sua preocupação diária o estado de saúde, e que a todos não faltasse o pão de cada dia, mesmo que fosse na sua forma simples.
A todos compensava com uma merenda, e do seu próprio bolso, quando regressados dos patrulhamentos relativo às áreas onde estavam sedeados em Madina Mandinga.
Era alegre, afável, sempre pronto ao convívio e ao canto. Era um verdadeiro apreciador do fado e de forma especial, aqueles que lhe transmitiam sentimentos afectivos.
No desporto, o seu favorito era o Sporting Clube de Portugal, de que foi sempre sócio.
Falar no e do Sporting, era ouvi-lo transmitir factos históricos, onde o seu olhar alegre de sorriso simples, nunca fazendo juízes de valor quando perdia ou ganhava.
Muitas coisas boas, ficaram recordadas na memória de quem com ele conviveu, e que merecem um agradecimento bem sentido e valorado.
A todos e em todos, fez amigos uns dos outros, e ainda hoje, esta mesma amizade, persiste.
Foi um cristão carregado de caridade nas suas acções terrenas, procurando sempre o bem dos outros, não discutindo na praça pública os seus sofrimentos relativos aos seus pertences ou heranças nunca gozadas nem requeridas, mas procurou sempre satisfazer-se com o pouco do muito que poderia usufruir, e que nunca lhe passou pelas mãos.
Finalmente, morreu simples, humilde e pobre, e o Senhor Deus, acolheu-o também com a simplicidade do seu sentimento humano e, de coração aberto para receber a paz espiritual.
O seu corpo, repousou em câmara ardente na igreja Paroquial da Portela, Lisboa, sendo depois cremado, no dia 1 de Junho de 2019.
No seu funeral a “Família de Madina Mandinga” estava lá e bem representada pelo Manuel Monteiro e ainda por outros Madinas que tiveram conhecimento, como o Baptista, o Brandão, o Fernando Santos, o Freitas (bagabaga), o Barbosa.
Que o Senhor lhe dê a Paz eterna e a glória merecida.
José Graça Gaipo

terça-feira, 11 de junho de 2019

No espelho de Deus

As sentidas condolências    
FAMÍLIA ENLUTADA
Caros Amigos,
Leões de Madina Mendinga.
No abraço de sentido pesar, sabemos, ser este um momento triste e difícil, quando qualquer família, perde um ente querido, neste caso, o grande amigo, José Luís Borges Rodrigues.
As palavras, são sempre curtas e difíceis aquando do abraço de pesar, mas o tempo, esse trará para além da eterna saudade, a lembrança do sofrimento humano, quando impedido de realizar novas coisas e novos projectos de vida, para novos encontros de confraternização.
Agora, surge um tempo novo de vivências, e por isso, erguer a cabeça e seguir em frente, é a coragem de novos acontecimentos, desafios e projectos que irão surgir, e que ajudarão a limpar a nuvem cinzenta que recentemente nos feriu a todos.
A dor e o luto, não nos tira do olhar e do pensamento, a luz da esperança, porque as lindas memórias que ele deixou no nosso seio familiar, Os Leões de Madina Mandinga, são o sol que se levanta, para em cada manhã e momento, nascer um novo dia, em nossas vidas.
Lamentamos a triste notícia que nos chegou, e por isso, é bom confortarmo-nos a todos, bem como toda a família de José Luís Borges Rodrigues, (Leões Madina Mandinga) num abraço de sentido pesar, e que possamos encontrar conforto na sua memória, porque a saudade traz conforto, quando na vida diária, lembramos a importância e a falta na perda dum amigo muito especial, que ele foi.
Um abraço de amizade em memória.
José Graça Gaipo

sábado, 8 de junho de 2019

IN MEMORIA

                                                                                                                                                                                                                                                                                                         JOSÉ LUÍS BORGES RODRIGUES 
                        *10- 01- 1948 ** 30- 05-2019
A luz que em mim (nós) acendeste (s), jamais deixe de brilhar,
Que eu (nós) quero (mos) ao findar da vida, na luz da Glória cantar.
O prelúdio do hino citado, é invocação da morada eterna do Altíssimo.
Cada um de nós, deve saborear estas palavras simples, e cheias de conteúdo e sensibilidade espiritual e transpô-las ao quotidiano da vida terrena.
O José Luís, marcou a diferença, e como homem, foi uma luz que se acendeu em todos nós, em tempo bélico.
A ele devemos o bom senso humano, o cuidado que teve com todos nós, para que fôssemos sempre felizes, e voltássemos vivos e livres à vida familiar, depois de desfeitos os males de homens hostis.
Hoje, os amigos “Leões de Madina Mandinga”, pararam no relógio do tempo, aquando da triste notícia daquele, que na qualidade humana, foi o baluarte primeiro de uma companhia militar, que soube gerir e orientar homens fragilizados e fustigados no cumprimento cívico-militar no período de Maio 1973/Outubro de1974.
A sua sensibilidade de comportamento ético e humano, foi notória de agrado geral no seu comando, registando em todos os subordinados, um respeito sem igual, tratando todos sem diferenças sociais/ culturais, onde gerou uma verdadeira amizade, a qual tem sido ao longo dos tempos celebrada, sendo ele, a presença sempre pronta a marcar a festa dos encontros.
A notícia, decerto, que a todos fez mover lágrimas verdadeiras pelo desaparecimento de alguém que foi considerado sempre importante, e que deixou de estar entre nós.
As nossas vozes, em qualquer parte que estejam e, sempre que se façam recordar dele, são testemunhas fiéis daquele que partiu e nos irá deixar saudades, ficando também o coração partido.
A poucos dias do novo encontro, Deus, chamou-o, e a partida dele para o seio eterno, hoje, são lágrimas, dor e saudade, pois partiu para sempre, e nossos corações estão marcados pelo luto eterno do amigo que foi e será sempre recordado.
Que o tempo seja capaz de transformar a dor da perda em uma saudade serena, e que o tempo, acalme os nossos corações retirando o sofrimento, que irá ficar na memória de todos.
Tenhamos em nós uma certeza, é que, ficam as boas lembranças para contarmos uns aos outros, como foi a sua vida e a de todos nós, e restam as saudades para lembrar a falta que  ele fará, já no dia 22 de Junho,  facto que será, notório motivo, e acredito, que ninguém ficará insensível, deixando correr as lágrimas pelas faces do rosto triste.
Como ontem, hoje, o sol não brilhou para se esconder entre as nuvens; os pássaros não cantaram empoleirados nos ramos das árvores; os rios calaram-se em transportar as águas para o mar, e as lágrimas, estas rolaram em nossos rostos, e nossos corações sofrem em silêncio, porque hoje, somos lágrimas, dor e saudade, pois ele partiu para sempre, e nossos corações estão de luto eterno.
Ficam as lembranças para contarmos aos outros como foi a vida dele, e restam as saudades para lembrarmos a falta que fará, pois, pior do que perder alguém, é saber que não podemos substituí-lo, e o chorar sem qualquer vergonha ou preconceito humano, é diminuir a profundidade da dor.
Orar, é também necessário na vida para que Deus conforte aqueles que choram a saudade, e ilumine os corações dos que sofrem com o luto da vida.
O orar em memória do José Luís, seja para todos nós, os viventes, um momento que nos transporte em agradecimento, não só pela sua dignidade humana, mas também pelo carisma que criou unidade, nos compromissos, nas responsabilidades assumidas, para que tudo e de melhor fosse tornado possível e agradável aos que com ele, formavam uma companhia unida, respeitável e verdadeira, como acto de amizade.
Que o nosso orar individual ou colectivo, se torne um coro uníssono da (s) palavra (s) contida (s) na antífona:
 Luz Terna Suave
Luz terna, suave, no meio da noite, leva-me mais longe…
Não tenho aqui morada permanente: Leva-me mais longe…Leva-me mais longe.
Que importa se é tão longe, para mim, a praia onde tenho de chegar,
Se sobre mim levar, constantemente, poisada a clara luz do teu olhar?
Nem sempre Te pedi como hoje peço, para seres a luz que me ilumina;
Mas sei, que ao fim terei abrigo e acesso, na plenitude da tua luz divina.
Esquece os meus passos mal andados, meu desamor perdoa e meu pecado.
Eu sei que vai raiar a madrugada, e não me deixarás abandonado.
Se Tu me dás a mão, não terei medo, meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe: Basta-me um passo para a Ti chegar.
José Graça Gaipo